Monday, December 17, 2007

PARA O INOCÊNCIO GORAYEB

Um dia, na época mais braba da ditadura, andávamos na avenida Atlântica, no Rio de Janeiro, pra tomar uma, o Inocêncio, o Tito Klautau, o André Barreto, o Roberto Pinto da Silva, o José Otávio Pires, o Eduardo Maneschi e eu ( se tem alguma falha de memória é porque a memória falha ).
O Galo Velho - apelido do Inocêncio - fumava Continental sem filtro e ficou puto porque, na andança, procurava seu cigarro e não tinha em lugar nenhum.
E bradou : - essa burguesia que não vende cigarro do povo.
Parabéns, Galo Velho, pelos fascículos que você está comandando encartados no Liberal.
Está um trabalho brilhante.
Sugiro que tu proponhas ao Liberal e a Vale - os dois grupos tem condições pra isso - de transformar isso em DVD, disponibilizar na Internet e doar às escolas como material didático.
Lamento que o Continental sem filho deixou de ser fabricado.

1 Comments:

Anonymous Eduardo Maneschy said...

Afonso,
Há quanto tempo, rapaz!
E tem outra do Galo Velho, quando as primeiras lanchonetes tipo "fast-food", chegaram a Belém, no início dos anos 70. Ele, anti-americano ferrenho, se negava a comer um hamburger, novidade de então, e na hora da fome pedia assim: me dá um pão com carne, porra!

4:47 PM  

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