Sunday, June 08, 2008

ME NO PARÁ
FONTELLES CONTIDO A BALA

Paulo Fontelles e sua mulher Hecilda viveram os horrores dos cárceres da ditadura militar. Soltos, depois da barbárie, voltaram pra Belém. Paulo foi trabalhar no seringal de um irmão em Mosqueiro.
Abaixo, o relato de Luis Maklouf Carvalho, no livro "Contido a bala", sobre a volta do Paulo.


Luis Maklouf Carvalho.

"Paulo, que conseguira retomar o curso de Direito em 1975, continuava trabalhando no seringal da Baía do Sol. Sua avidez pela volta á militância política fizera com que a ainda namorada o apresentasse a alguns colegas de movimento estudantil. Na reconquista dos primeiros diretórios acadêmicos, em agosto de 76, Paulo já terá uma discreta influência......
O jornalista Afonso Klautau foi encontrá-lo nesse momento de retomada do chamado ME. "Não dúvida de ele foi a liderança mais experiente, mais expressiva e mais respeitada" diz Afonso, lembrando de um Paulo "muito afetivo, bem-humorado e sem a carranca do estereótipo comunista".
O advogado Egídio Salles Filho tem a mesma impressão: "ele era o mais maduro, o mais preparado teoricamente, o mais sensível da definição da melhor tática", diz.
"A história do Paulo era muito forte", diz a psicóloga Léa Salles. "Todo mundo tinha um puto respeito".
Paulo vai representar, para os jovens estudantes dessa geração reprimida, o emxemplo muito bem posto de um político que soubera resistir aos tempos mais duros. Aos poucos, com uma intensa atuação nos bastidores, vai transformar-se numa espécie de guru, extremamente generoso no repasse de sua experiência. "

PS/AK : Em 76, ganhamos 7 dois 8 diretórios acadêmicos em eleição e mais o DCE - que, na época era eleito pelo voto do colegiado formado pelos membros eleitos dos DAs.

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