Friday, April 27, 2007

FÁBIO CASTRO, DÁ UMA ENTREVISTA, DOUTOR

Estou ficando chato, eu sei, mas o assunto é da maior importância. Nunca o Pará teve tantas possibilidades de alimentar sua rede de informação como agora. Nunca mesmo. O Pará, nessa área, vive uma oportunidade magnífica de usar as ferramentas da Comunicação para integrar o Estado educacionalmente, politicamente e economicamente. Nessa nossa imensidão tamanha, estamos com armas para a guerra, em muitas trincheiras. Só pra dar um exemplinho-exemplão: "MAIOR REDE DE FIBRA ÓPTICA DO BRASIL A SERVIÇO DA POPULAÇÃO. Convênio com a Eletronorte disponibiliza serviços de informática em todo o Pará". É o título e o sub-título da revistinha do governo do Pará que foi sem nunca ter sido, escondida num cantinho da última página. Quer dizer o seguinte: o Pará todo pode ser e estar informado na melhor tecnologia de fazer isso aí: a fibra ótica.
Então, doutor, vai contar o que o governo pretende fazer com isso ou vai esperar pra se defender, daqui a 4 anos, por que não fêz?

12 Comments:

Anonymous Anonymous said...

O Fábio Castro é a cara do Kiko do Chaves. E leva a sério quando a dona Florinda diz: "Vamos querido não se misture com essa gentalha". Ele tá se achando...kkkkkkkkkkkkkkkk

3:54 PM  
Anonymous Anonymous said...

Passa lá no Diário que ele deu.

3:41 AM  
Anonymous Anonymous said...

Acorda, AK, tá na hora de comentar a entrevista do Fábio Castro.

3:49 AM  
Anonymous Anonymous said...

Ele deu, mas a gente não entendeu. Nós somo burro, igual o dono do blog.

2:12 PM  
Anonymous Anonymous said...

O Fábio está precisando de intérprete.

3:15 PM  
Anonymous Anonymous said...

Mas é tão fácil entender, anônimo das 2:12: ele não disse nada, só ditou uma sopa de letrinhas!
O Fábio não precisa de intérprete, anônimo das 3:15, precisa apenas aprender a se comunicar com os lusófonos.

9:54 AM  
Blogger Diego Genú Klautau said...

E aja oposição!
Tá animado o negócio pro aqui!

12:49 PM  
Blogger Diego Genú Klautau said...

Falando em oposição, saiu no cinema Batismo de Sangue, contando a história dos dominicanos que se envolveram contra a ditadura militar. Vou ver com certeza!
Abração.

12:50 PM  
Anonymous Anonymous said...

Ei AK
Sinto um certo desprezo na forma como te referes ao recurso tecnológico que o governo do Estado do Pará teve a iniciativa de apropriar ao uso público do Estado.
esta ação (do governo do Estado do Pará, Sectan/prodepa), por si só, merece todo nosso elogio.

6:48 AM  
Anonymous HM said...

“No princípio era o verbo, mas faltava a verba. Depois os verbos se multiplicaram e as verbas se dividiram. Foi mais ou menos assim que se desenrolou a história da comunicação organizacional no Brasil nos últimos anos.”
(Gaudêncio Torquato – in Tratado de Comunicação Organizacional e Política)

Em Fundação, romance de ficção-científica de Isaac Asimov, o embaixador de um império galáctico, que está sob ameaça de uma força desconhecida, é enviado a um planeta no extremo da Via-Láctea para oferecer a proteção do governo imperial e assegurar-se da lealdade do planeta ao poder central. Lá, ele come-arrota, bebe-imposta, fala-força a farra e impõe um tratado de “cooperação”. Após sua partida, especialistas em exegese de textos concluem que o documento, por trás das pomposas fórmulas diplomáticas, não apresentava nenhuma garantia contra as forças hostis. Os exegetas também concluíram que o império, em decomposição, perdera a capacidade de proteger a si mesmo. O que abria espaços para o movimento de independência que estava em curso...

A entrevista redondíssima do professor Fábio Casto ao Diário do Pará é como o tratado proposto pelo personagem da ficção-científica. Ele fala ao povo de um planeta distante, em uma linguagem rebuscada que busca esconder sua intenção de reinventar a roda.

Proposta inovadora, diz ele, sem explicar em que consiste essa inovação. Será que está falando das fibras óticas como interface entre a sabedoria popular e a acadêmica? Ou da Nova Ordem Mundial da Informação, cuja discussão nos fóruns da ONU se perde na noite dos tempos? Ou da contradição entre a busca de diálogo com mídias alternativas e comunitárias, sem o devido aporte financeiro? (entendam, mídias populares e alternativas, que as razões de Estado obrigam o professor a reservar nossos impostos às agências publicitárias e grandes mídias, n'est-ce pas, monsieur?)

Ou ele pretende inovar com a introdução da comunicação como planejamento estratégico?

Ou seria o caso de dizer, parafraseando o jogador Romário: “O cara mal entrou no ônibus agora e já quer sentar na janela.” (Em 2004, criticando o técnico Alexandre Gama, em seu primeiro trabalho, no Fluminense).

Ora, a comunicação como planejamento estratégico, integrando as diversas áreas de uma organização, não é exatamente uma inovação recente, tampouco introduzida pela academia, ainda que tenha contribuído bastante com a difusão do modelo.

A expressão do Gaudêncio Torquato que inicia este comentário dá-nos uma idéia da longevidade do modelo, introduzido no Brasil lá pelos anos 80, e consolidado na década de 90, segundo o autor do livro. .

Ainda que o PT não seja um exemplo de aplicação do modelo – ao longo dos anos o debate interno no partido se restringiu à comunicação popular - empresas estatais, além das privadas já utilizam o modelo, na perspectiva do marketing, que se faz presente desde a concepção de um produto ou serviço até sua venda.

E desconfio que em breve vamos a ver o professor “posicionar” a marca do novo governo no mercado eleitoral, seguindo o exemplo do Paulo Chaves, mestre na arquitetura (auto)promocional, que traquinava prédios e monumentos como uma peça publicitária, como um outdoor que deve esconder a nossa triste paisagem, principalmente quando são superfaturados.

Resta saber se o professor tem o carisma e a articulação política do nosso PC, que pelo menos soube se expressar através da arquitetura, ainda que às custas dos nossos impostos.

Mas, sei não, o expurgo de jornalistas experientes e militantes históricos do PT e o fiasco das 113 revistas (ops, 100 mil) levam a crer que o professor tem uma rude empreitada pela frente.

Em todo caso, para o bem dos nossos bolsos, desejo sucesso ao professor na ampliação do processo reflexivo, e que a transparência, a impessoalidade, a probidade e a compreensibilidade estejam no início, meio e fim da miditiazação das ações de governo.

Herbert Marcus

PS: Antes de falar em inovação, sugiro ao professor a leitura dos decretos de criação da CCS e de seu regimento. (http://www.alepa.pa.gov.br/pdf/Leiord2003.pdf - http://www.alepa.pa.gov.br/pdf/Decest2003.pdf

7:57 PM  
Anonymous Anonymous said...

Manifesto do Coletivo de Trabalhadores da Área de Comunicação Filiados e/ou Simpatizantes do PT contra perseguição política na CCS

MANIFESTO

Primeiro de maio de 2007. Escolhemos o Dia do Trabalhador para denunciar ao povo do Pará uma história de assédio moral e desrespeito aos profissionais da Coordenadoria de Comunicação Social (CCS) do Governo do Estado. Tão logo a nova direção assumiu a CCS, no dia 11 de abril, teve inicio uma política com comportamentos dignos de um regime ditatorial que incluíam ameaças veladas e que deram ao ambiente de trabalho um clima de terror. Nos primeiros dias da gestão da nova coordenação, os novos assessores se encarregaram de propagar que todos seriam demitidos.
“Nove dias passados, enfim teve a primeira reunião com os profissionais lotados na CCS. Durante o encontro, os profissionais foram informados que todos que quisessem participar do ‘Novo Projeto de Comunicação’ do governo Ana Júlia Carepa deveriam enviar novamente seus currículos, desconsiderando o processo de seleção anterior balizado no caráter técnico e no perfil dos profissionais que queriam contribuir também com a construção de uma Comunicação voltada para os interesses sociais. Além de reconhecida experiência no mercado de trabalho, a maioria dos profissionais da CCS também tem respeitada história em movimentos políticos e sociais.
“Mas esses fatos foram ignorados e foi levada adiante uma administração, baseada em atos de perseguição política. Desde esta reunião, até o momento, 21 trabalhadores já foram informados de sua exoneração, dos quais 13 são jornalistas. Também há promessas de novas exonerações até junho próximo. E ainda mais grave, a nova coordenação tem propagado que as demissões na CCS se davam por critérios técnicos e profissionais, maculando a imagem de pessoas que sempre ajudaram a construir a história do PT. Brincou com a honra e a dignidade de trabalhadores.
“A sociedade precisa saber que a mudança no comando da Coordenadoria de Comunicação Social do governo do Pará está longe de ser mais um ato administrativo. As provas falam por si. Enquanto trabalhadores eram qualificados de falta de 'perfil técnico', a nova equipe da CCS causou prejuízo aos cofres públicos ao editar uma revista sobre os 113 dias do governo Ana Júlia Carepa cheia de erros jurídicos e técnicos.
“A humilhação que os exonerados passaram não será apagada da memória. Neste Dia do Trabalhador fica o registro para que a história julgue os fatos. Esse registro é de indignação contra um comportamento que passa por cima de princípios que sempre nortearam o discurso que conduziu o Partido dos Trabalhadores à presidência da República e ao governo do Pará.
“A condução da política de Comunicação no Estado, para ser democrática, participativa e popular, deve primar pelo respeito ao trabalhador e à sociedade.

Coletivo de Trabalhadores da Área de Comunicação Filiados e/ou Simpatizantes do PT

11:22 PM  
Anonymous Anonymous said...

Manifesto do Coletivo de Trabalhadores da Área de Comunicação Filiados e/ou Simpatizantes do PT contra perseguição política na CCS

MANIFESTO

Primeiro de maio de 2007. Escolhemos o Dia do Trabalhador para denunciar ao povo do Pará uma história de assédio moral e desrespeito aos profissionais da Coordenadoria de Comunicação Social (CCS) do Governo do Estado. Tão logo a nova direção assumiu a CCS, no dia 11 de abril, teve inicio uma política com comportamentos dignos de um regime ditatorial que incluíam ameaças veladas e que deram ao ambiente de trabalho um clima de terror. Nos primeiros dias da gestão da nova coordenação, os novos assessores se encarregaram de propagar que todos seriam demitidos.
“Nove dias passados, enfim teve a primeira reunião com os profissionais lotados na CCS. Durante o encontro, os profissionais foram informados que todos que quisessem participar do ‘Novo Projeto de Comunicação’ do governo Ana Júlia Carepa deveriam enviar novamente seus currículos, desconsiderando o processo de seleção anterior balizado no caráter técnico e no perfil dos profissionais que queriam contribuir também com a construção de uma Comunicação voltada para os interesses sociais. Além de reconhecida experiência no mercado de trabalho, a maioria dos profissionais da CCS também tem respeitada história em movimentos políticos e sociais.
“Mas esses fatos foram ignorados e foi levada adiante uma administração, baseada em atos de perseguição política. Desde esta reunião, até o momento, 21 trabalhadores já foram informados de sua exoneração, dos quais 13 são jornalistas. Também há promessas de novas exonerações até junho próximo. E ainda mais grave, a nova coordenação tem propagado que as demissões na CCS se davam por critérios técnicos e profissionais, maculando a imagem de pessoas que sempre ajudaram a construir a história do PT. Brincou com a honra e a dignidade de trabalhadores.
“A sociedade precisa saber que a mudança no comando da Coordenadoria de Comunicação Social do governo do Pará está longe de ser mais um ato administrativo. As provas falam por si. Enquanto trabalhadores eram qualificados de falta de 'perfil técnico', a nova equipe da CCS causou prejuízo aos cofres públicos ao editar uma revista sobre os 113 dias do governo Ana Júlia Carepa cheia de erros jurídicos e técnicos.
“A humilhação que os exonerados passaram não será apagada da memória. Neste Dia do Trabalhador fica o registro para que a história julgue os fatos. Esse registro é de indignação contra um comportamento que passa por cima de princípios que sempre nortearam o discurso que conduziu o Partido dos Trabalhadores à presidência da República e ao governo do Pará.
“A condução da política de Comunicação no Estado, para ser democrática, participativa e popular, deve primar pelo respeito ao trabalhador e à sociedade.

Coletivo de Trabalhadores da Área de Comunicação Filiados e/ou Simpatizantes do PT

11:29 PM  

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